Fisioterapia Dermato-Funcional

Pré e Pós-operatório de Cirurgia Plástica

Após uma cirurgia plástica, é normal que o paciente apresente: dor, edema, equimoses e outros desconfortos provenientes do procedimento.

Por meio da fisioterapia pré e pós-cirúrgica, com orientações e um tratamento fisioterapêutico adequado, podemos minimizar as queixas e otimizar os resultados da cirurgia, diminuindo o desconforto e os traumas para o paciente. Por isso, é fundamental que os cirurgiões conheçam seus detalhes e indiquem um tratamento fisioterapêutico logo após o procedimento cirúrgico.

Existem vários recursos que podem ser utilizados na fisioterapia, como a drenagem linfática manual e a eletroterapia, que vem demonstrando eficácias e resultados positivos para a reabilitação do paciente. O tratamento pós-cirúrgico pode ser realizado no pós-operatório imediato ou tardio, tendo como objetivo prevenir: edema, enfisema cutâneo, retrações cicatriciais, fibrose, lipoma, seroma, déficit de sensibilidade e contratura muscular.

Drenagem Linfática

Para obter um importante e significativo resultado da drenagem linfática manual é de vital importância que o fisioterapeuta tenha conhecimento da anatomia do sistema linfático (pré-coletores, vasos coletores, coletores principais e linfonodos), e da sua fisiologia.

O principal objetivo da drenagem linfática manual é drenar o excesso de fluido acumulado nos espaços intersticiais de forma a manter o equilíbrio das pressões tissulares e hidrostáticas.

A drenagem linfática manual deve ser lenta, suave e rítmica, causando um bom relaxamento do paciente e do corpo (pois a dor não faz parte desta conduta) e direcionando este líquido estagnado para os coletores linfáticos, aumentando assim a absorção linfática.

A indicação da drenagem linfática manual no pré-operatório se deve pelo fato de ajudar a desintoxicar o seu organismo, facilitando a remoção do sangue, descongestionando os vasos e os tecidos, melhorando o aspecto da pele, ativando, limpando, regularizando e nutrindo os tecidos, reforçando a capacidade de auto defesa e auto purificação do corpo, acelerando o metabolismo para a eliminação dos radicais livres, enriquecendo, nutrindo e hidratando o tecido para a cirurgia.

Ultrassonoterapia

Quando o ultra-som penetra no corpo, ele pode exercer um efeito sobre as células e tecidos mediante dois mecanismo: Térmico e Mecânico.

A boa avaliação é importante, pois estes mecanismos atuam de diferentes efeitos em seus processos de cicatrização e/ou reparo das lesões.

O efeito mecânico ou também chamado de atérmico, é indicado no pós-cirúrgico imediato na fase da inflamação, que é uma fase dinâmica de reparo. Seu efeito é puramente mecânico, que terá uma importante contribuição na vascularização e reparo da lesão, facilitando a drenagem linfática.

Quando o ultra-som desloca-se através dos tecidos, uma parte dele é absorvida e isso conduz a geração do calor dentro do tecido. Este é o efeito térmico cujo objetivo é diminuir o processo fibroso ou aderência no pós-cirúrgico tardio.

Cabe ao fisioterapeuta programar a dosagem do equipamento de acordo com o período pós-cirúrgico que o paciente se encontra.

Microcorrentes

Esse tipo de corrente tem sido muito utilizada no pós operatório pois seus efeitos terapêuticos relacionam-se ao aumento do metabolismo celular, estímulo do processo de reparo e regeneração tecidual, normalização do pH local, aumento da síntese de proteínas (colágeno e elastina), evitando a necrose e prevenindo as cicatrizes hipertróficas.

Também promove a revitalização e o rejuvenescimento da pele.

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